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Mentes Férteis
7.04.2004
 
Tic-tac

Eu não tenho medo da morte. Na verdade, tenho até uma certa curiosidade de saber como é morrer, mas prefiro deixar pra descobrir isso na hora certa. Essa minha curiosidade a respeito das coisas é, aliás, a principal responsável pelo meu maior medo: o medo do tempo.
Quando ando nas ruas e vejo as pessoas passando, tenho vontade de conhecer aquelas pessoas, saber quem são elas, de onde estão vindo, pra onde vão, por que vão pra lá, e etc. Ao pensar a respeito de uma carreira para seguir, tenho vontade de escolher todas, saber fazer tudo. Tenho vontade de ler todos os livros que já foram escritos, conhecer tudo que se há para conhecer, fazer tudo que há para fazer. O problema é que não dá tempo, e isso é aterrorizante. Saber que eu só tenho uma vida, e que é nesse pequeno intervalo de tempo que tenho que tentar fazer o máximo de coisas possíveis, sem tempo de corrigir os erros, sem tempo de comemorar os acertos.
Saber que cada minuto que eu perco dormindo, escovando os dentes, comendo, escrevendo no meu blog, é um minuto a menos neste incrível mundo, é um lugar a menos que eu posso conhecer, é uma amizade a menos que eu posso fazer. O tempo não pára, e eu fico aqui, parado, olhando ele passar. Estagnado, estupefato, estarrecido. Ouvindo o tic-tac do relógio, sem ligar o despertador.
 

MERDA SECA
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